Neste processo eleitoral, no entanto, não participam apenas os candidatos do PT, do PSDB, do PV e do PSOL. Participam também partidos com menor representação eleitoral, como PSTU, PCO e PCB. Todos estes defendem, cada um a seu modo, que o processo eleitoral, a via parlamentar, não é capaz de solucionar os problemas fundamentais da classe trabalhadora, pois não proporciona uma ruptura com o sistema capitalista de produção. Assim, estes partidos utilizam o processo eleitoral para justamente realizar um trabalho de agitação e difusão programática, expondo aos trabalhadores que apenas a organização e a luta serão capazes de transformar radicalmente a sociedade no sentido dos desejos e das necessidades humanas. E eles se diferenciam uns dos outros justamente neste ponto, na definição e defesa das questões que são importantes como programa para organizar e orientar a luta da classe trabalhadora.
No entanto, apesar das diferenças entre eles, todos os programas apresentados perdem-se em milhões de particularidades que aparecem aqui e ali, formando muito mais um amontoado sem princípio de diversas reivindicações isoladas do que propriamente um sistema de reivindicações que seja capaz de, numa espiral crescente, mobilizar e determinar a luta geral dos trabalhadores brasileiros.
É por isso que o MNN, por defender a bandeira do PROGRAMA ÚNICO, e diante da nossa impossibilidade de participar do processo eleitoral e da ausência total da noção do PROGRAMA ÚNICO nos “programas” das candidaturas de esquerda, neste processo eleitoral, se posiciona pelo VOTO NULO.