À medida que se aproxima a data-base, período do ano para reajustar o acordo coletivo da categoria, a Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) e a Contraf-CUT (Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT) começam as negociações com os bancos e, nos locais de trabalho, os bancários começam a se agitar:
-“E aí! Esse ano vai ter greve!?”
-“Pra quando vai ser a greve? Tem que ser antes das eleições né!?”
Em 11.08, as confederações entregaram a pauta de reivindicações da categoria ao sindicato patronal, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), e em 20.08 foram entregues as reivindicações específicas dos bancos públicos: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Houve uma primeira reunião de negociação na terça feira (24), onde foi definido o calendário de negociações que se estende até 16 de setembro – duas semanas antes das eleições presidenciais!
Como os próprios bancários já disseram em
entrevistas ao O Corneta, o congresso da categoria, que deveria discutir os problemas do dia-a-dia dos trabalhadores, serviu principalmente para que os burocratas do sindicato empurrassem goela abaixo o apoio a “Dilma presidente”.
E o comício não para por aí. O ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região abandonou o cargo para concorrer nas eleições à Deputado Estadual. Trocou a luta da categoria pelo impulso de sua carreira política!
Ou seja, quando estão se encaminhando as negociações coletivas e no momento em que a categoria deveria pressionar as negociações, o sindicato está ocupado na eleição de seus candidatos!
Em São Paulo, até agora, nenhuma assembléia marcada, nem com delegados sindicais! O sindicato esqueceu da própria categoria!