No maior movimento grevista
já ocorrido na LG Eletronics de Taubaté (SP), 2.400 trabalhadores conseguiram
esta semana a correção salarial de acordo com o plano de cargos e salários.
Durante a paralisação, o Sindicato dos Metalúrgicos, ligado à CUT, chegou a
defender em assembléia uma proposta que não contemplava 100% dos trabalhadores
e foi atropelado.
A greve, que atingiu até os
setores administrativos que não costumam aderir às paralisações, causou
prejuízo à empresa. Segundo declarações da própria empresa, cerca 240 mil
unidades, entre celulares, notebooks e monitores, deixaram de ser produzidas.
Com a recusa dos
trabalhadores, a empresa – junto com o sindicato – apresentou nova proposta que
contemplava 100% dos trabalhadores. Além do reajuste salarial, outras
reivindicações também motivaram a greve, como o fim do assédio moral e do
desvio de função dentro da empresa.
Também na greve da LG, mais
uma vez justiça, empresa e sindicato atuaram juntos contra os trabalhadores.
Com a paralisação já no quinto dia, a Justiça foi favorável a um pedido da
empresa que previa uma multa ao Sindicato de 100 reais por dia por trabalhador
parado, totalizando R$ 240 mil diários. O Sindicato defendeu o fim da greve,
alegando que os termos do plano de cargos e salários já atendiam a todos os
trabalhadores e que a multa colocava em risco as atividades sindicais. Assim, a
greve foi encerrada na sexta-feira, dia 5. Os trabalhadores terão que repor
três dos cinco dias parados da paralisação.
fale!
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